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Translators 101 Newsletter #4

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Para agora

“Anãos”? Ah, não!

Os grandes fãs dos livros O Hobbit e O Senhor dos Anéis, de J.R.R Tolkien, podem já ter ouvido falar das novas traduções dos livros do escritor para o português. Nós da Translators101 já recomendamos uma entrevista em vídeo com os novos tradutores das obras de Tolkien.

Mas a escolha para a nova forma do plural de “anão” merece um destaque especial. Os tradutores comentam o porquê decidiram usar “anãos” em vez do comum “anões”, por mais estranho que isso possa soar de início.

Leia mais em Nerdbunker.

 

Salvando vidas em múltiplos idiomas

Um paramédico da Colúmbia Britânica, no Canadá, criou um livreto com palavras e termos chaves para atendimentos médicos de emergência em 10 idiomas. O livro chamado Emergency Medical Translator foi criado pelo paramédico James Shearer. Ele diz que viu a necessidade de criar o livro pois “todo paramédico ou socorrista começa sua avaliação se comunicando com o paciente.”

Leia mais em Surrey Now-Leader.

 

Para refletir

Na música, como na literatura

O estudante de música Victor Melo Vale, da Universidade Federal de Minas Gerais, propôs que se aplique as lógicas da tradução de textos escritos à transcrição musical, em uma tese recente. Na música, essa transcrição é a tentativa de executar um elemento de uma obra em um novo instrumento que é diferente do original, como tocar um trecho de piano no violão.

“Victor descreve os ajustes que ele propõe nas transcrições para o violão como um tradutor de textos descreve os ajustes que faz em palavras, frases e parágrafos. “Proponho explorar no violão, sobretudo, o recurso dos ligados de mão esquerda com o mínimo possível de ataques de mão direita. Esse procedimento elimina grande parte dos ruídos de ataque e aproxima o violão das possibilidades do texto de origem”, explica o pesquisador.”

Aprenda mais em UFMG.

 

Sul-coreano ‘A Vegetariana’ acerta tradução no Brasil após controvérsia

A tradução do livro ‘A Vegetariana’ do sul-coreano para o inglês foi muito questionada por estudiosos de letras. Apesar de essa tradução ter sido premiada, parece que a pessoa responsável por ela abusou dos adjetivos para tentar causar emoções diferentes em que lesse a obra em inglês.

Ao que tudo indica, não há riscos de haver uma controvérsia desse tamanho com a tradução brasileira, que foi lançada há pouco tempo. Mas ainda assim, por que uma obra com uma tradução premiada ainda é alvo dessas críticas? Até que ponto o eterno dilema de ser fiel ao autor ou ser fiel à mensagem pode ser modificado ou seguido em prol do novo público final, que não era o mesmo do público original?

Leia mais em VEJA.

 

Para se engajar

BarCamp de Tradutores e Intérpretes

Alguns grupos de tradutores organizam encontros colaborativos com outros colegas de profissão para trocar ideias e experiências sobre a tradução e discutir e debater temas em alta nesse mundo. Esses encontros são muitas vezes chamados de BarCamp, uma referência a um movimento de “desconferência” em que todos os participantes estão no mesmo nível de importância no debate de ideias, em vez de haver um palestrante e sua audiência.

Há grupos no Facebook para organização de BarCamps em São Paulo, no ABC e no Rio de Janeiro, mas tradutores em outras cidades também podem encontrar (ou organizar) esses eventos informais em suas cidades.

Conheça mais em Barcamp de Tradutores e Intérpretes de São Paulo.

 

Primeiras noções de Libras

Estudar e entender a Língua Brasileira de Sinais pode ser uma boa forma de ampliar seus conhecimentos sobre a área de interpretação e de se conectar com um novo mercado.

Há diversos materiais e cursos online e gratuitos de Libras em nível básico. Eles costumam estar disponíveis mediante cadastro e incluem um contexto sobre a comunidade surda, a deficiência auditiva, a comunicação não-verbal e a aquisição dos sinais.

No site e-disciplinas da Universidade de São Paulo há 10 aulas introdutórias e diversos materiais para prática e exercício do conteúdo aprendido com os vídeos, incluindo provas. Não é necessário fazer um cadastro, mas também não há certificado de conclusão. O material é voltado apenas para um primeiro contato com a Língua Brasileira de Sinais.

Aprenda mais em USP.

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