A Evolução Das Formas Gramaticais

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ANTOINE MEILLET é o mais influente linguista francês das primeiras décadas do século XX. Foi aluno de Ferdinand de Saussure, a quem dedicava grande admiração, mas criticou severamente as teses atribuídas ao antigo mestre estampadas no Curso de linguística geral, considerado — não sem exagero — marco inicial da linguística moderna ou, mais restritamente, da corrente estruturalista dessa linguística. Meillet não abraçava a ideia de uma ciência da linguagem dedicada à “língua em si e por si mesma”, sendo considerado o iniciador de uma escola sociológica da linguística: para ele, era imprescindível conhecer “as condições de existência da linguagem”, isto é, seu ambiente social e cultural. Seu trabalho se antecipou em várias décadas às disciplinas que viriam a se firmar na segunda metade do século XX, especialmente a sociolinguística, em sua várias vertentes, assim como os estudos dedicados aos fenômenos de gramaticalização (termo cunhado pelo próprio Meillet), que se desenvolveriam com força a partir dos anos 1980. À medida que as limitações teóricas e metodológicas do estruturalismo foram sendo apontadas, a atualidade do pensamento de Meillet passou a ser reconhecida. Num movimento intelectual que prenunciava a interdisciplinaridade característica deste nosso século, Meillet buscou associar a linguística a outras áreas de conhecimento, como a antropologia, a psicologia, a história e sobretudo a sociologia, tendo incorporado às suas reflexões sobre a língua os postulados teóricos de Émile Durkheim, o fundador da sociologia moderna, com quem Meillet colaborou estreitamente.

Category : Livros

ANTOINE MEILLET é o mais influente linguista francês das primeiras décadas do século XX. Foi aluno de Ferdinand de Saussure, a quem dedicava grande admiração, mas criticou severamente as teses atribuídas ao antigo mestre estampadas no Curso de linguística geral, considerado — não sem exagero — marco inicial da linguística moderna ou, mais restritamente, da corrente estruturalista dessa linguística. Meillet não abraçava a ideia de uma ciência da linguagem dedicada à “língua em si e por si mesma”, sendo considerado o iniciador de uma escola sociológica da linguística: para ele, era imprescindível conhecer “as condições de existência da linguagem”, isto é, seu ambiente social e cultural. Seu trabalho se antecipou em várias décadas às disciplinas que viriam a se firmar na segunda metade do século XX, especialmente a sociolinguística, em sua várias vertentes, assim como os estudos dedicados aos fenômenos de gramaticalização (termo cunhado pelo próprio Meillet), que se desenvolveriam com força a partir dos anos 1980. À medida que as limitações teóricas e metodológicas do estruturalismo foram sendo apontadas, a atualidade do pensamento de Meillet passou a ser reconhecida. Num movimento intelectual que prenunciava a interdisciplinaridade característica deste nosso século, Meillet buscou associar a linguística a outras áreas de conhecimento, como a antropologia, a psicologia, a história e sobretudo a sociologia, tendo incorporado às suas reflexões sobre a língua os postulados teóricos de Émile Durkheim, o fundador da sociologia moderna, com quem Meillet colaborou estreitamente.

Seleção, tradução e notas: Marcos Bagno

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